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Lição 06 - Evangelismo pessoal e testemunho

VERSO PARA MEMORIZAR: “‘Vocês são Minhas testemunhas’, declara o Senhor, ‘e Meu servo, a quem escolhi’” (Is 43:10, NVI).



José Orlando Silva
Mestre em Teologia Sistemática
Mestrando em Ciências da Religião (UNICAP)
Atualmente Pastor na Central do Recife


A culminação da caminhada da vida cristã nos conduzirá a responsabilidade da missão. Essa é a razão de nossa existência. Somos um povo separado com uma finalidade singular: para missão. “Mas sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Ped 2:9).
“A igreja é o instrumento apontado por Deus para salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência.” [1] Para igreja Deus confiou a mais sublime responsabilidade que o universo contempla e foi a razão da vinda de Cristo a terra para solucionar o mais terrível problema da humanidade.
Inicialmente, alguns sugeriram que “missão” significa o ministério junto aos que ainda não são cristãos; enquanto “evangelização”, o ministério junto aos cristãos. Uma segunda tendência considerou a “evangelização” em sentido mais restrito do que “missão”; esta última diria respeito a um campo muito mais amplo de atividades eclesiais.  A partir dos anos 40, nota-se a tendência a considerar “missão” e “evangelização” como sinônimas. E mais recentemente a confusão aumentou, quando o termo “evangelização” começou a ser usado em vez de “missão”, tanto no campo católico quanto no campo protestante.


A compreensão dessa sublime responsabilidade torna o evangelismo e a missão um estilo de vida e o aspecto central da vida cristã. “O Espírito de Cristo é um Espírito missionário. O primeiro impulso do coração regenerado é levar outros também ao Salvador.” [2] Não se trata de um departamento da igreja ou uma responsabilidade dentre outras, mas um estilo de vida e uma prova de verdadeira conversão.
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A missão evangelizadora não foi entregue a uma força tarefa da igreja, mas a cada membro. A igreja poderia procurar uma produtora de publicidade para atrair pessoas. No entanto evangelismo não é publicidade. Deus quando pensou em evangelismo pensou em membros realizando. Para experimentarem a plenitude da salvação e serem instrumentos dessa plenitude. E o evangelismo pessoal é uma poderosa e insubstituível oportunidade. A eficiência e eficácia desse evangelismo se dá apenas por um testemunho. Não podemos oferecer algo que não experimentamos antes. Por isso fomos escolhidos para essa nobre missão.
“Deus não escolhe como seus representantes entre homens anjos que jamais caíram, mas seres humanos, homens de paixões idênticas às daqueles a quem buscam salvar. Cristo se revestiu da forma humana para que pudesse alcançar a humanidade. Um Salvador divino-humano era necessário para trazer a salvação ao mundo. E a homens e mulheres foi entregue a sagrada tarefa de tornar conhecidas “as riquezas incompreensíveis de Cristo”.[3]
A pregação traz a palavra que é onipotente em ação. A onipotência divina da palavra é Jesus Cristo (Jo 1:1-4). O conteúdo da pregação é a palavra que é o documento de autoridade de Cristo.  O poder desta palavra é vista em Gênesis 1:1-4 na criação. Ao alcamar o mar (MT 8:27). Sobre Satanás e os demônios. (Luc 9:42). Sobre o pecado (Mat 9:6.
Como portadores da eterna palavra de Deus, tornamo-nos portadores do poder e da autoridade de Deus, que é o meio que transforma quem a recebe. “A bandeira da verdade e da liberdade religiosa, erguida tão destacadamente por aqueles reformadores, nos foi confiada neste último conflito. A responsabilidade por esse grande presente repousa sobre aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento da Sua Palavra. Temos que recebê-la como autoridade suprema”.[4]
A realização da missão consiste na disposição de cada membro do corpo de Cristo em transmitir a Palavra cujo poder está em Jesus. Nessa disposição se vê a verdadeira utilidade da vida e a razão da existência. “Não há pessoa verdadeiramente convertida que viva vida inútil e ociosa”.[5]Nosso relacionamento pessoal com Jesus influenciará diretamente o sucesso do nosso testemunho em Seu favor.
II- O Imperativo da Missão
            A Bíblia é o livro dos imperativos. Esse imperativo provém de uma causa que difere de todos os seculares imperativos que foram proferidos no decorrer da história, onde sua conseqüência só trouxe destruição, medo e terríveis destruições em massa.
Perguntem a Alemanha quanto aos imperativos de Hitler, e a Uganda os imperativos de Id Amin. Tais imperativos eram impulsionados pelo desejo de poder e conquista, onde nenhum preparo prévio foi feito, ou capacitação desenvolvida na vida dos que recebiam tais imperativos. Esses ditadores eram impulsionados pelo desejo do poder e domínio.
            O imperativo de Cristo difere em sua forma, causa e conteúdo. Disse Jesus: “Ide” (Mateus 28: 19).  Analisando o seu contexto imediato e amplo desta ordem, ela soa como fruto do amor e desejo de Cristo que a benção e experiência recebidas pelos discípulos deveriam ser compartilhadas. Essa ordem na forma de mandamento, não é uma exigência sem capacitação prévia.
Note que antes do Ide, Ele usa a conjunção conclusiva “portanto”. Como se dissesse “agora depois de tudo o que vocês receberam vocês devem ir. Cristo investiu tempo e total dedicação para os discípulos. Antes do Ide, Ele usou o vinde. Concedeu-lhes alívio e descanso (MT 11:28), Paz (João 14: 27) e amizade (João 15).  E então no final do processo disse: Vá e faça para os outros o que fiz com vocês. Esse imperativo é conhecido como a grande comissão de Cristo aos seus embaixadores. Isso ressalta o nosso potencial pessoal, e nesse sentido, a disposição precede a qualificação. Quando nos dispomos, Deus nos qualifica.
“A grande comissão permanece como a “Carta Magna” da igreja cristã- razão de sua existência. É chamada de a “Grande Comissão” por causa da magnitude do mandato. É totalmente abrangente. Frederick Brunner nota cinco “todos” que formam a Grande Comissão: “Toda autoridade”, “todas as nações” em nome [de toda a Trindade]”, “todas as coisas que vos tenho ordenado”, “estou convosco todos os dias”. [6] O imperativo legado aos discípulos por Cristo foi dado com autoridade.
a) A Confiança e direcionamento do Ide 

            Deus poderia ter direcionado o seu Ide para meios mais rápidos, promissores e efetivos. No entanto escolheu o homem. Poderia usar um marketing violento, aonde todas as pessoas viriam a nossa igreja, mas escolheu e confiou em mim e em você. Por quê?
            Anjos estariam dispostos a cumprir esse imperativo e o cumpriria em um dia. No entanto, com esse imperativo Jesus declara que esse trabalho é nosso. O direcionamento do seu imperativo é para os discípulos. Em outras palavras Ele diz que quem quer ser discípulo deve ir e pregar.
            Outra razão que extraímos do ide e seu direcionamento é que o evangelho só pode ser transmitido verdadeiramente por aquele que o experimenta. Nesse universo quem pode experimentar o evangelho a não ser o ser caído que se torna cristão pela crença em Jesus? Por isso que somente o homem poderia oferecer algo que apenas ele experimentou. Os Anjos estão em desvantagem neste aspecto.
            A eleição de Jesus para cada um de nós não é deliberada. (João 15: 16), mas planejada e consciente. O Ide de Cristo tem destinatário. Pedro chama esse escolhido de Nação eleita, e afirma que a existência deste eleito tem a finalidade de proclamar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (I Ped 2:9). Só quem sai das trevas para a maravilhosa luz tem a experiência da salvação e é o destinatário do ide de Jesus.
             Certo Cristão ao receber a responsabilidade de testemunhar, alegou que não tinha esse dom de pregar e testemunhar. Esse lapso tem sido freqüente na vida e experiência de alguns pretensos cristãos. Desassociar o ser Cristão do testemunhar ou pregar é o mesmo que querer viver sem respirar. “Todo Cristão nasce no reino de Deus como um missionário” Não é uma questão de dom é uma questão de estilo de vida.
            A missão não é opcional. Foi ordenada por Deus e oficializada por Cristo quando disse: “Ide por todo o mundo e pregai.” (Mc 16:15). Para Paulo esse imperativo era tão claro que exclamou: “Contudo quando anuncio o evangelho não tenho com que me gloriar, pois me imposta essa obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho.” (I cor 9:16). Esta declaração Paulina nos diz tudo. Aceitar a salvação em Cristo é uma escolha sem obrigação. Mas uma vez que a aceitamos recebemos deste incomparável privilégio o dever, a responsabilidade e obrigação de realizarmos a missão.
            “Quem principia com pouco conhecimento, e de modo humilde fala o que sabe, ao passo que diligentemente procura mais sabedoria, achará todo o tesouro celestial aguardando o seu pedido. Quanto mais procurar comunicar luz, tanto mais luz receberá. Quanto mais alguém experimenta explicar a palavra de Deus a outros, com amor as almas, tanto mais clara ela para ele se tornará. Quanto mais usarmos nosso conhecimento e exercitarmos nossas faculdades, tanto maior conhecimento e capacidade terão”. [7]
b) A Base do Ide

A base do ide é o vinde. Como lideres temos diante de cada um de nós o desafio da motivação. Mover o outro para a ação. O ide é o conteúdo dessa motivação, cujo resultado depende de sua base. Fracassamos no imperativo do ide porque o proferimos sem a base do vinde.
Esse imperativo não pode ser obedecido por um ser regido pela carne. Ir e Pregar são ações antinaturais e sobrenaturais. Somente pelo impulso do vinde, que o ide será completo e encontrará o seu resultado esperado. Não podemos ignorar o que ocorreu antes na vida dos que receberam o ide.
Tiago e João ensinados pela sua mãe a serem os primeiros, revelaram sua real natureza pelo pedido que fizeram (Ver Mr 10:35-37). Jesus os interpelou afirmando que não sabiam o que pediam (vs 38). Pedro reiteradas vezes revelou seu caráter dúbio e vacilante (Ver Mr 14: 66 a 72); onde negou a Jesus abertamente. Certamente que se Cristo lhes trouxesse o ide neste momento de suas vidas a resposta não seria a descrita em Atos. Onde apresenta o impressionante e miraculoso crescimento da igreja pela pregação dos discípulos e pela ação do Espírito Santo.
Pelo contrário, o resultado seria decepcionante, medíocre e vergonhoso. Similar a alguns resultados que presenciamos em nosso tempo. Sem contar que de repente Cristo seria abandonado por eles imediatamente, diante do tão grandioso desafio do Ide. Certamente nem esperariam o momento da cruz para abandoná-lo.
A questão não está com o grande desafio do ide, mas com a inexistência do vinde. Não teremos motivação para ir, porque quem nos constrange e nos impulsiona está ausente de nossa vida. A apostasia não ocorre no momento em que a igreja e seus princípios são abandonados. Ela ocorre antes. Quando não temos a experiência do vinde. E não atender o vinde consiste em desconhecer o ide. Por trás de um apostatado não há apenas uma Bíblia abandonada, mas também uma boca fechada.
Experiência: Em uma quarta feira de culto, resolvi chegar antes do horário normal. Ao chegar, alguém me chamou atenção. Um jovem cabisbaixo sentado no primeiro banco na igreja vazia. Era filho de um dos conhecidos oficiais daquela igreja. Aproximei-me, e sem um boa noite e sem exitar ele me ordenou: Pastor por favor retire o meu nome da igreja. E não me pergunte o porquê. Não quero ouvir o que já sei, além do mais nasci nesta igreja e já ouvi de tudo e fiz de tudo, estou consciente dessa decisão. Naquele momento Deus me deu por intermédio do que ele me falou a única chance para alcançá-lo. Então Disse: “Quero contribuir com a coerência do seu discurso”. Você já fez de tudo? Já teve o prazer de conduzir alguém para Cristo? Ele respondeu: não. Então façamos uma combinação. Você começa um estudo amanhã, e depois retiro seu nome da igreja. Resultado. Ele aceitou, retornou a Bíblia, a comunhão com Deus e se tornou um grande líder na região.
Hoje não é diferente. Só teremos o atendimento do Ide se tivermos como base a experiência do vinde. E quanto mais testemunharmos, mais desejo teremos para retornarmos para a testemunha do testemunho, nosso salvador Jesus Cristo.
“Quem ordena a grande comissão não é apenas Jesus, mas Jesus com autoridade. Em nenhum outro lugar Ele aparece de forma tão imperiosa como ao proferir a grande comissão. Só isso bastaria para enfatizá-la. Ela não pode ser considerada levianamente. Não é só mais uma ordem, entre outras, que Jesus dá, mas de certo modo é a ordem de Jesus, pois abrange todas as outras ordens.” [8]
II- A Razão da Missão
            Quando perdemos a razão da missão, perdemos a razão de nossa existência. E ao perdermos a razão da existência estaremos à deriva e não teremos identidade profética. Seremos mais um grupo comum religioso, portadores de um evangelho barato e incompleto.
            A negligencia da missão ocorre em função da perda de quem somos e como surgimos. Não somos mais uma igreja, mas um movimento que surgiu de um cumprimento profético. Nossa missão é a apresentação de um evangelho eterno que tem causa e resultado. A causa é a graça, e o resultado é a obediência. Nossa missão está bem descrita em Apocalipse 14:6-12. Não surgimos do acaso ou de uma dissensão. Mas somos um movimento profético que tem sua identidade em duas profecias que se cumprem concomitantemente no céu e na terra, cujos cumprimentos no céu, o santuário purificado, e na terra, um movimento representado por um anjo portador de três poderosas mensagens, conhecidas como as três mensagens Angélicas (Ver Dan 8:14 e Apo 14:6-12).  
            “Os Adventistas do sétimo dia crêem que o Senhor levantou no tempo do fim (Apo 10-11), para pregar uma mensagem especial de advertência a todo o mundo (Apo 10:11; 14:6) antes que venha o fim. Essa mensagem especial entendemos que está contida na mensagem dos três anjos de Ap 14:6-12.”[9]
III- O Senhor da Missão
            Jesus Cristo é o Senhor e o centro da missão. Comunicar a necessidade de todos nEle crer é a mensagem básica de todo aquele que nasce no reino da graça. Apresentá-lo é nossa única missão. O povo se perderá a menos que compartilhemos o Senhor, e ele em Cristo creia. Lutero chamou João 3:16 do “evangelho em miniatura”. Esse verso, segundo ele, fornece toda a informação para salvação. O ponto central é crer no Senhor para ser salvo.
Nossa religião não é a aceitação de um credo em primeiro lugar. Em sua essência mais profunda é um compromisso com uma Pessoa. Pode-se tirar Buda do budismo, e a doutrina do budismo sobreviverá com suas quatro verdades nobres e seu óctuplo caminho. Pode-se eliminar Maomé do islamismo, e o islamismo permanecerá inalterado, com suas pilastras de ação e o credo de seis artigos.
Embora o hinduísmo não tenha fundador específico, se forem retiradas suas divindades, como Krishna, Rama e outras, ainda assim sua filosofia poderá sobreviver. Mas se retirarmos Cristo do evangelho, não restará nenhuma doutrina, nem missão. Ser cristão significa dizer sim a Cristo, e fazê-lo sem reservas. Portanto, no coração da vida cristã existe esse relacionamento pessoal com Cristo, no qual nos entregamos a Ele em obediente amor. Então, tudo passa a girar em torno daquele com quem nossa vida está em direta e viva comunhão.[10] 
Tudo gravita em torno do eterno ato de Deus em Cristo, em torno da pessoa de Cristo e da cruz de Cristo. E como pensar em sacrifício perfeito na cruz, sem a encarnação, que tem como propósito a salvação. A encarnação é a porta de acesso, “ela é a única chave para chegar à pessoa de Jesus.” [11] Cristo adentrou na história cumprindo a missão de adquirir com seu sangue uma igreja que realize a missão.
Conclusão
            Quando anuncio, declaro minha crença na mensagem que ofereço. Essa mensagem traz como conteúdo a palavra que cria e recria. Porque se centraliza em Jesus (João 5:39) Conforta e dá esperança.(Sal 40:1 e 2) Refaz o vaso quebrado.(Jr 18:1-6) Ela faz o mais. (Sal 37:5) Ela termina a obra. (Fil 1:6) Ela salva o perdido. (Luc 15) Porque testifica de Jesus (João 5:39).  
Deus começa a agir com a nossa ação. Que privilégio para os seres humanos colaborar com o Senhor na ação de salvar o perdido. Deus salva o perdido e faz dele um instrumento do poder da salvação.
Jonas teria que simplesmente ir para Nínive. Mas fugiu da missão e de Deus. Jonas 1:1-3. Note que quando Jonas fugia da missão indo para Társis no lugar de Nínive, ele também fugia de Deus. Quando fugimos da missão fugimos do Deus que a estabeleceu. No capítulo 2 Jonas que fugia de Deus e de sua missão, com sua ingênua atitude entende que de Deus não se esconde. Sendo lançado no mar, chegando ao ventre do grande peixe corre agora para Deus orando, e Deus o ouve.
O Capítulo 3 nos apresenta um Jonas diferente. Agora trabalha com Deus. Apenas foi e pregou, e com ele Deus também trabalhava e toda a cidade de 120 mil pessoas se converteu. No Capítulo 4 Jonas questiona o trabalho de Deus. Critica os resultados, e recebe a última lição com a morte da planta. Deus nos convence que resultados de nossa pregação não podem ser questionados, porque eles não nos pertencem. E sim a Deus.  Ele salva por amor e compaixão, porque nos criou e nos sustenta. (Ver Jonas 4: 10 e 11), e seus meios e resultados são únicos. Nosso único papel é ir. O resultado e efeito pertencem a Deus.
O evangelho eterno é para pregar. A igreja existe para cumprir essa missão. Se não o faz, perde o sentido de existir. Afirmar que vivo, mas não respiro, é o mesmo eu afirmar estou salvo, mas não realizo a missão. Uma das evidências do recebimento da salvação em Cristo é a disposição demonstrada para realizarmos a missão. Essa atitude indica que a igreja está viva. “Ao repartirem o que de Deus receberam firmar-se-ão na fé. A igreja que trabalha é igreja viva.” [12] Não existe outro meio para vivificar uma igreja a não ser levando-a para realização da missão.  “A igreja deve ser ativa, se quiser ser uma igreja viva.” [13]
“Plante um pensamento e você colherá um ato; Plante um ato e você colherá um hábito; Plante um hábito e você colherá um caráter; plante um caráter e você colherá um destino.” [14] Essa afirmação foi feita por Samuel Smiles um século antes. Ser convencido pelo Espírito de Deus dessa responsabilidade da missão definirá nosso destino. Deus reservou as mais insondáveis bênçãos para a humanidade. Essa reserva foi feita na cruz. E tais bênçãos são trazidas no conteúdo da salvação. Essa salvação é o centro do evangelho. E este evangelho chega à vida de quem crê pela palavra de Deus e ação do Espírito Santo. E Deus escolhe como parceiro desta mais nobre tarefa o homem. Você e eu. O senhor te convoca quando diz: Ide. Quantos querem responder como Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim”?  Deus espera nossa disposição para essa nobre missão. Encerro com uma incontrovertível declaração: Deus poderia ter feito sozinho, mas escolheu fazer com você! Que Deus nos abençoe!





[1] Ellen G. White, Atos dos Apostolos,(Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), p. 9.
[2] Ellen G. White, Grande Conflito, ((Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), p. 70.
[3] Ellen G. White, Serviço Cristão, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1981), p.7
[4] Ellen G. White, Testemunhos para Igreja, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2004), p. 402.
[5] Ellen G. White, Parábolas de Jesus, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1980), p. 280.
[6] Frederick Dale Bruner, Mathew, vol.2,  The Churchbook, Mateus 13-28 (Dallas: Word, 1990), pág. 1094.
[7] Ellen G. White, Parábolas de Jesus, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1980), p. 354.
[8] Russel Burril, Discípulos Modernos, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2006), pp. 12 e 13.
[9] Héctor E. Urrutia, Pensar la Iglesia Hoy, (Libertador San Martín: Entre Rios, 2002), p. 71.
[10] Raul Dederen, Cristologia, p. 35.
[11] Peter T. Forsyth, The Cruciality of the cross, (London: Independent Press, 1957), p. vii.
[12] Ellen G. White, Testemunhos e Seletos, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), vol III, p.68.
[13] Ellen G. White, Serviço Cristão, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1981), p. 84.
[14] Rick Warren, Uma Igreja com propósitos, (Editora Vida, 1997), p. 437.

4 comentários:

  1. Maíra Vida 9 de Maio de 2012 14:20
    Ele é excelente pastor. Esteve no meu antigo distrito por 02 anos, o distrito da Pituba, SSa-BA.

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  2. Dora Nevile 9 de Maio de 2012 21:53
    Saudades Pr. Orlando.... bons tempos!

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  3. Barbara Custodio 10 de Maio de 2012 01:32
    QUE DEUS O ABENÇOE ELE BATISOU MINHA MÃE, ABRAÇOS

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  4. Daniela Amorim Machado10 de maio de 2012 às 09:50

    Daniela Amorim Machado 10 de Maio de 2012 09:13
    Foi ele q me batizou! q Deus o abençoe!abraço

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